
A "LULO-DEPENDÊNCIA"
A dependência da "lulocaína", não se poderia chamar de química. Não têm uma causa única, é o produto de vários fatores que atuam ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, uns são mais predominantes naquele paciente específico que outras. No entanto, sempre há mais de uma causa. Por exemplo, exige uma predisposição física e emocional para a preguiça e a cobiça, próprias do indivíduos sem caráter. Vivendo como um dependente, o paciente acaba tendo uma série de regalias sociais, emocionais, religiosas etc, que o deixam egocêntrico, oportunista, inseguro e mentiroso.
Tem sempre necessidade de uma dose maior, por exemplo, hoje ele quer alimentos, amanhã eletro-domésticos, depois terras e, se ganha a terra precisa de sementes, adubos, ferramentas e uma família de japoneses para trabalhar para ele...
Além de ser de difícil tratamento, já que as clínicas especializadas são raras e detestadas pelos dependentes. Problemas de vida não geram dependência lulística, pois a síndrome tanto afeta o pobre que precisa da sua injeção mensal de bolsa-família quanto o "pseudo-intelequitual" que faz uso da bolsa-ditadura ou ainda o "homo-politicus" com a "bolsa-estou-à-venda".

Montante da dívida pública de Mato Grosso do Sul;
A preocupação do Estado com a reforma tributária é legítima. Vejam:
A dívida é impagável e se a reforma sair da maneira que o governo apresentou inviabilizará totalmente o MS. A dívida saltou de 6.2 para 6.3 bilhões. Em 2007 pagamos 550 milhões – 150 milhões a mais que em 2006. Esta despesa equivale a 48 milhões por mês ou 1.6 milhão POR DIA.
Outros estados devem estar na mesma ou em pior situação o que os tornará reféns do governo federal.
Motivos: A manutenção pelo Estado das rodovias federais. O contribuinte que precisa escoar a produção não quer saber de quem é a estrada – só quer saber que precisa dela!
- A Lei Kandir – esta maldição. Como 70% da produção de soja é exportada a desoneração arrasou os estados. O governo federal leva mais de um ano para o ressarcimento previsto em lei e sempre vem a menor.
- As obras sem qualquer planejamento – o exemplo mais gritante é o do Terminal Rodoviário de Campo Grande:
Toda uma estrutura com enorme prédio já construído há vários anos, e com um custo de milhões de reais , foi está abandonado. O prefeito informou que deveram ser transformado em um restaurante popular, porém não detalhou o projeto. E começamos tudo de novo!
A favor - o Estado tem pequena densidade demográfica – cerca de 2.4 milhões de habitantes distribuídos por 358.158.7 km², o que evita a pressão sobre os serviços básicos.
Contra – a mecanização da agricultura vem empurrando o homem do campo para as cidades. A capital está prestes a receber o título de primeira capital sem favelas
.
 Este texto eu escrevi quando militava em grupos. Agora com a vitória da esquerda no Paraguai e prováveis complicações por causa de Itaipu resolvi ir procurá-los em meus arquivos.
Acredito sim que o Brasil tem uma dívida com o Paraguai, mais sem envolver Itaipu. Itaipu é inegociável pois o Brasil entrou com o investimento e o Paraguai deve a sua parte que não conseguiu pagar. Mas acredito que o Brasil pode e deve ser solidário com o Paraguai sim. Temos uma dívida moral enorme com aquele povo. São 6 milhões de pessoas das quais a metade vive abaixo da linha da pobreza. Ajuda tecnólogica, humanitária, construção de estradas. Enfim, se o Brasil descer do salto alto de grande potência e se dispuser à solidariedade vai desarmar os espíritos.
Porque os vizinhos nos odeiam:
Ao chegar ao Mato Grosso do Sul, em 1981, querendo saber coisas da terra que havia escolhido para morar, sendo uma conversadora nata, passei a ouvir as pessoas mais idosas, muitos descendentes de paraguaios, (são em muito maior quantidade que bolivianos), que trabalhavam comigo.
Vocês não imaginam como ficavam felizes em contar seus “causos” a alguém que, vindo de um estado, para eles a oitava maravilha, se dispunha a ouvi-los, já que o DNER, em sua maioria era composto de engenheiros, desenhistas, secretárias e funcionários que se sentiam estrelas.
Sempre me perguntavam espantados, como tivera coragem de abandonar o Rio para morar no MS, eu pacientemente, explicava que o Rio das novelas da Globo era um, e o real outro muito diferente.
Dentre as histórias contadas, a que mais me chamou a atenção foi a da Guerra do Paraguai.
As suas lembranças, dentro do melhor estilo da tradição oral, desmentem a versão oficial.
Como a história é contada pelos vencedores, vejamos o outro lado:
O Paraguai tornou-se independente em 1811. A partir de 1814, começou a formar-se o verdadeiro estado nacional, com o poder concentrado nas mãos de um ditador perpétuo, mas que transformou totalmente o país.
Tendo eliminado a escravidão, separado o poder da Igreja do Estado, criado fazendas estatais, com trabalho comunitário, ficando a metade do produto com quem trabalhava, conseguiu forte apoio popular.
Estando organizado o sistema de produção, o poder deu início a organização do ensino, erradicando em poucos anos o analfabetismo.
Embora a economia ainda fosse precária, começou o país a crescer lentamente. Começou então a fase da modernização da agricultura que aumenta a sua produção, dando uma base de sustentação ao poder, fora do modelo britânico que então dominava as economias da região. Paralelamente formou-se uma grande oposição a governo fora do Paraguai constituída pela antiga elite que fora expulsa e as governos da Argentina e Brasil.
Começaram os problemas para o Paraguai que já não consegue exportar os seus produtos, pois ele dependia do Rio da Prata, dominado pelos argentinos.
A partir de 1840, aprofundou-se o isolamento do país frente ao capital internacional. Ferrovias e pequenas industrias foram criadas com a contratação de especialistas estrangeiros e a educação continuou a ser estimulada pelo governo. O Paraguai produzia tudo o que era necessário para seu consumo.
Embora fossem ainda muito pobres, a maioria da população era índia, havia igualdade de direitos, não faltava alimentação básica e todos tinham trabalho. Não havia criminalidade. As condições melhores de vida geraram grande apoio popular à ditadura.
Vejamos os papéis desempenhados pelos outros atores:
Brasil – Déficit monumental na balança comercial com a Inglaterra, todos os investimentos no país era feito com capital inglês. Deles importávamos quase tudo, e exportávamos nossos produtos primários – sem valor. Ao mesmo tempo que controlavam nosso comércio, bancos, a exportação e a importaçao, emprestavam dinheiro diretamente ao governo.
Argentina/Uruguai – pretendiam “apenas” a anexação do território paraguaio, pois com isso dominariam, a Bacia do Prata.
Estava pronto o cenário da tragédia
A Inglaterra, na visão do Paraguai, é a verdadeira mentora da guerra. País com vocação imperialista, tinha necessidade de manter as suas exportações, com o que submetia os países. A independência do Paraguai era-lhe intolerável, já que precisava manter a hegemonia a qualquer custo (vide Guerra do Ópio). Quando a diplomacia ou o poder econômico falhava, não hesitava em usar as armas.
Em 1862, Solano Lopez desafia a Inglaterra, e começa a aumentar seu efetivo militar, formando um forte exercito e tendo um dos povos mais altivos e cultos da região.
Quando o ditador do Paraguai, num gesto ousado ordena a captura de uma embarcação brasileira que trafegava no Rio Paraguai, o navio "Marquês de Olinda", em 11 de novembro de 1864, que ia a caminho do Mato Grosso, deu o mote que a Inglaterra precisava.
Em 1865, influenciou os três países que assinaram a tríplice aliança. Empréstimos ingleses financiaram as forças aliadas. O Exército paraguaio, superior em contingente – cerca de 64 mil homens em 1864 – e em organização, defende o território de seu país por quase um ano, sendo afinal vencido.
A batalha final acontece em Cerro Corá, em março de 1870. O país é ocupado por um comando aliado e sua economia é destruída. A população paraguaia, que antes do conflito chegava a 1,3 milhão de pessoas, tinha sido reduzida a pouco mais de 200 mil pessoas, a maioria de mulheres e crianças. Praticamente todos os homens em idade adulta foram exterminados.
Ao contrário do que diz a História oficial, parte do seu território acabou em mãos do Brasil e da Argentina. A parte brasileira é onde está hoje a metade do estado de Mato Grosso do Sul, numa grande área que compreende os município de Nioaque e Jardim, na direção de Bela Vista e Dourados na direção de Ponta Porã.
Os ingleses, foram os maiores vencedores dessa disputa, financiaram a guerra, com o que tornaram-se credores dos três países, e deram uma lição ao Paraguai, cuja independente política econômica lhes era intolerável.
É interessante ver como as farsas se repetem.
Da mesma maneira que Bush, com Sadam Hussein, Solanos Lopez é apresentado ao mundo como ditador sanguinário e cruel, com idéias imperialistas, que tentou uma expansão territorial onde as vítimas são “os pequenos” Brasil e Argentina, que invadidos se viram forçadas à reação, defendendo-se e depois, de quebra, “salvar” o povo paraguaio, a nação guarani, das mãos do cruel ditador: o “ Átila das Américas”.
Enfim essa é a história contada por aqui, cabendo uma última informação. Na época da guerra, os soldados paraguaios eram uniformizados e calçados, enquanto os nosso lutavam de pés no chão e com uniformes em frangalhos, e já havia imprensa no Paraguai, chegando regularmente jornais às frentes de batalha.
Hoje o Paraguai é um dos países mais miseráveis do continente, só sendo suplantado pela Bolívia.
4/11/2006
Cida

Chegou o computador na minha escola. E agora?
O governo anunciou com pompa e circunstância o programa de inclusão digital que levará computadores e internet banda larga a todas as 56.685 escolas públicas urbanas do país beneficiando milhares de estudantes.
Em que serão utilizados os computadores? Como e de que forma? Auxiliar nas pesquisas? Ou no ensino da informática propriamente dito? E qual o projeto didático? Quem formará os professores? Este projeto já estaria em execução?
Uma rede de computadores precisa de infra-estrutura, como sala apropriada e energia elétrica estável, no mínimo um estabilizador de voltagem. Um computador não é simplesmente ligado à tomada da parede. Quem fará as instalações?
Computadores em mãos inexperientes precisam de manutenção quase diária. Isto está sendo levado em conta? Como será feita esta manutenção? Por firmas especializadas? Sei por experiência própria em que cidades pequenas elas não existem. Quem pagaria esta manutenção?
E as escolas rurais? Os alunos continuarão a ser cidadãos de segunda classe?
Ouvi outro dia uma entrevista de uma catedrática em faculdade de pedagogia. Ela alertava para a obrigatoriedade do ensino de espanhol a partir de 2010 nas escolas públicas de 2º Grau . Explicava que não há no momento no Brasil a preocupação de formar professores (serão necessários cerca de 30.000) de língua espanhola nas faculdades de letras. A prioridade é o inglês. Como as escolas particulares em sua maioria já oferecem o ensino do espanhol todos os que se formam são absorvidos. E questionava ainda: Não está claro se o espanhol será oferecido como alternativa ao inglês ou se ambas as matérias farão parte da grade curricular. No último caso como encaixar na grade duas aulas de 50 minutos por semana? Se para aprender o espanhol onde basta o professor, o livro, o quadro e o giz já está ruim, com informatica as coisas são bem mais complexas. Me parece mais um ataque de pirotecnia. De que adianta saber teclar, e escrever naum, kd, kra, e ter "um jeitu meigO di ixkreve" conhecendo no máximo 60 palavras da língua portuguesa?. Ao ser jogado no mercado de trabalho isto não lhe servirá de muita coisa.
São muitas perguntas sem respostas!

Os acontecimentos dos últimos dias são provas incontestáveis de que a classe política desandou de vez e criou um país só dela e para ela. A insanidade mostra que a elite dominante não tem qualquer resquício de pudor e honestidade necessários para governar o país. Meu estarrecimento é tão grande que tivesse menos idade procuraria em outro lugar o meu país, pois, com absoluta certeza, minha pátria não é esta. Não esta terra onde só brotam plantas venenosas adubadas com o que sai da cabeça da elite dirigente.
Certa vez citei a letra da música do cantador nordestino Zé Ramalho, que espelha bem esse retrato do Brasil onde a cobrança ao maior responsável recebe sempre a mesma resposta: “ tô vendo tudo, to vendo tudo, mas fico calado, faz de conta que sou mudo”.
A lavagem cerebral feita para a aceitação da "perpetuação da espécie" é a última gota a derramar do copo de fel.
Um candidato a vereador está impedido de dar uma simples lixa de unhas ao seu eleitor, mas o Presidente da República que "não é candidato" distribui dinheiro vivo - aos pobres 100,00, aos artistas que o apóiam 1.000.000,00 e mais um ordenado mensal de 20.000,00.
O casal Capiberibe foi cassado por uma denúncia de compra de dois votos por 20,00 reais pela mesma justiça eleitoral que se faz cega ao maná que cai sem parar do céu.
Por isso estou procurando minha Passargada, pois esse, como cantou o Zé Ramalho “pode ser o país de qualquer um, mas não é, com certeza, o meu país”.
No meu país o presidente seria um homem digno, sóbrio, sábio. Passaria os dias no seu local de trabalho e não como um turista "novo-rico" desvairado e deslumbrado.
No meu país, as Leis seriam justas, respeitadas e todos seriam iguais.
No meu país, haveria segurança juridica e os bens adquiridos com o trabalho honesto estariam protegidos.
No meu país os pais ganhariam o suficiente para sustentar suas famílias evitando que as mães tivessem que ir para a rua trabalhar deixando totalmente ao sabor dos ventos os seus filhos entregando-os aos cuidados dos traficantes .
No meu país não estariam voltando as doenças da Idade Média.
No meu país, as crianças, os enfermos e os idosos teriam prioritariamente atenção e cuidados.
“Um país que perdeu a compostura; atendendo a políticos sutis; que dividem o Brasil em mil brasis; para melhor assaltar, de ponta a ponta; pode ser um país de faz de conta; mas não é, com certeza o meu país.
Cida Fraga

Hoje dia 17 de março – Segunda Feira Santa.
Pelo menos assim era conhecida nos meus tempos de menina.
Passado o “tríduo momesco” apenas três dias, ao contrário de hoje com 7 ou mais, chegava o período da quaresma. Na Quarta Feira de Cinzas todos os santos que faziam parte da família eram cuidadosamente cobertos com um pano roxo. Digo faziam parte da família, pois em Minas Gerais era assim.
Permaneciam cobertos até a última semana – conhecida como Semana Santa. Não com a conotação de hoje, época de passeios, lazer e mortes em acidentes na estrada. Era tempo de recolhimento e contrição. De respeito e rezas, muitas rezas.
Na quinta-feira, tudo era adiantado, para que no dia seguinte, pudessem respeitar e guardar a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
As mulheres preparavam a tradicional canjica, limpavam bem a casa, pois o dia seguinte era sagrado, dia da morte de Nosso Senhor, varrer a casa, pentear os cabelos, cantar, falar ou rir alto era considerado ofensa ao Senhor.
Contavam histórias de arrepiar. A família que desrespeitando o preceito de não comer carne viu as lingüiças fritas se transformarem em cobras sobre o fogão. O lenhador que descrente saiu para cortar lenha teve seu machado partido ao meio por um raio que desceu de um céu limpo e azul. O leite ordenhado no dia sagrado se transformar em sangue dentro do balde..
ERA O TEMPO DA MORTE!
E Sábado de Aleluia surgia triunfal – era o grande dia. Cristo ressurgiu dos mortos - a vitória da vida sobre a morte.
Domingo de Páscoa - missa triunfal na Matriz. A Igreja, mesmo a mais humilde se vestia de gala.
ERA O TEMPO DA VIDA!
Não é saudosismo, nem sou religiosa no sentido que as pessoas entendem, mas tudo mudou – para pior! Hoje o carnaval “invade ” a quaresma e a Semana Santa é apenas a época de vender ovos da Páscoa.
A Semana Santa é apenas mais um "feriadão"...
Que saudades dos meus tempos de menina nas minhas Minas Gerais!

Nos últimos dias, o conceito de ‘subprime’ entrou no dicionário econômico nacional . O Brasil corre risco de contágio?
Claro que sim!
Embora o termo se aplique aos financiamentos imobiliários dos Estados Unidos, e que está levando para o buraco a economia daquele país, poderemos ter por aqui a nossa versão tupiniquim.
Em 1983/84 a Caixa Econômica Federal financiou imóveis com ínfimas prestações para mutuários de baixa renda. Formava-se uma cooperativa a CEF financiava e construiam os conjuntos residenciais. As construtoras que deveriam ser fiscalizadas pela Caixa e pela Cooperativa, ofereciam uma coisa e entregavam outra muito inferior. Desviavam o material para outras obras de maior valor. Por volta de 1986 os mutuários cansados de reclamar da qualidade dos imóveis sem receber atenção por parte da seguradora e com as prestações subindo violentamente, simplesmente pararam de pagar. A CEF tentou retomar os imóveis em um demorado processo judicial, e quando conseguiam levar o imóvel a leilão, os moradores simplesmente se negavam a sair a não ser através de uma ação do novo proprietário o que desencorajou os futuros pretendentes. Então a CEF teve que renegociar. Diminuiu drasticamente as prestações e os imóveis que deveriam ser pagos em 25 anos receberam quitação plena com 15. Sei o que estou falando, pois aconteceu comigo e com as outras 1310 famílias do conjunto onde morava.
Pagamos por casa com cozinha e banheiro azulejadas até o teto e recebemos pintadas com uma tinta branca de tão má qualidade que era só passar a mão que saía. Os muros prometidos eram duas fiadas de arame farpado com um portão de madeira usada. Segundo se comentou a construtora passava a madrugada tirando do conjuntos os azulejos e muito cimento. Os tijolos de oito furos da descrição viraram blocos de cimento pré-moldados.
Mas as lições não são aprendidas. Hoje estão financiando casas e carros em até 100 meses. Quem garante que o mutuário não vai perder o emprego, ou morrer antes da hora?
E se a inflação fugir ao controle? Suponhamos que os contratos não permitirão que as prestações acompanhem a inflação. Mas quem vai deixar de comprar comida para pagar carro ou casa. Sempre há hipótese da retomada do bem. Mas o que vai fazer o agente financeiro com uma pilha de carros usados e imóveis que com a crise não serão conservados e que dificilmente serão revendidos?
Se os bancos tomarem as garantias, os preços vão se aviltar face ao aumento da oferta. Já vimos este filme. Não precisa entender de economia, basta prestar atenção aos noticiários.
Estão armando uma bomba que explodirá aqui como explodiu nos Estados Unidos.

Há quanto tempo. Hoje me deu saudades. Difícil escrever. Cada dia pior que o outro. Sem perspectivas, sem esperanças, estamos tal qual a Carolina: O tempo passou na janela e só Carolina não viu!
23 de janeiro de 2008
Vamos combinar o seguinte:
Não há “desigualdades sociais”. Não pode haver igualdade social. Isto não existe.
Um dos graves problemas do Brasil, não conheço a realidade dos outros países, é que todos procuram a “igualdade”. Então todos querem ser doutores. Não vejo ninguém interessado em montar e muito poucos em frequentar uma escola de mecânica, funilaria, marcenaria, como assentar azulejos. O que interessa são faculdades. Mas e se todos forem professores, médicos, engenheiros, quem fará o serviço básico? Teremos engenheiros assentando tijolos e médicos aplicando injeções?
A pouca mão de obra existente é de péssima qualidade e desonesta ao extremo. Quem já precisou de um profissional da área de serviços entende o que estou falando. Mande o seu carro ao mecânico e, principalmente se for mulher, cuidado na hora de recebe-lo de volta. Tudo indica que o próximo defeito já estará “engatilhado”.
Uma faxineira não tem o menor conhecimento de limpeza levada a sério. Se limita a limpar o chão e tirar o pó. Nunca se preocupa com as bactérias que uma casa abriga. Nunca é capaz de tirar um filtro do aparelho de ar condicionado para lavar. Uma babá, aí já existem poucas que são qualificadas por causa da exigência dos pais, mais são infinitamente caras.
Enfim para haver harmonia nas relações sociais todos tem o seu lugar e precisam saber desempenhar o seu papel com dignidade. O Diretor de uma multinacional precisa do apoio de todos: da secretária ao contínuo que lhe leva um cafezinho. Vejam que até isto é pejorativo:
Não lhe “servem” o café – levam o café para ele.
Isto não lhe dá o direito de se sentir superior.
Vejam a recente crise do lixo na Itália e façam um exercício de imaginação: que faríamos se os garis – vejam não os chamo “lixeiros” isto também é depreciativo – resolvessem que não mais iriam trabalhar?
Vamos parar de nos sentir superiores uns aos outros, não somos.
Vamos lutar por uma sociedade “não igual” e sim JUSTA!

Simplesmente estarrecedor o que o jornalista Hélio Fernandes estampa hoje na Tribuna da Imprensa. Entretanto o mais grave é este artigo estar inserido no boletim da Rede PDT. Isto significa que a classe política tem conhecimento do fato. Nós, os idiotas, é que nunca sabemos de nada. Quer dizer o mesmo governo que paga um absurdo de juros por uma dívida nunca explicada, detém - em dólares (de garantia discutível), uma montanha de dinheiro sendo remunerado a 1% ao ano. Eu não sei de onde ele tira esta informação, mais indiretamente o PDT confirma.
Vejam parte da coluna:
Lula dizia nos dias que antecediam a votação: "Ficar sem a CPMF será uma catástrofe". Vou mostrar rapidamente que foi um presente do Céu, uma compensação dos deuses.
Segundo o ínclito, correto e ilustre secretário do Tesouro Nacional, o Brasil PAGARÁ ESTE ANO 165 BILHÕES DE JUROS da DÍVIDA QUE NÃO DEVEMOS. Basta suspender o pagamento, determinar a AUDITORIA que tanto peço. Só aí, o governo terá à disposição 125 BILHÕES, já deduzindo os 40 BI da CPMF.
O presidente Lula poderá RETIRAR OS 172 BILHÕES DE DÓLARES que tem DEPOSITADOS NA SUÍÇA, "RENDENDO" 1 POR CENTO AO ANO. O presidente Meirelles do Banco Central diz que é a "NOSSA BLINDAGEM". Demita esse Meirelles, presidente, pegue esses 172 BILHÕES DE DÓLARES, transforme em reais e invista tudo em infra-estrutura, saúde, habitação, educação, hidrovia, ferrovia, essa É A NOSSA BLINDAGEM, presidente. Abandone o lamento, parta para o investimento.

Vou colar na íntegra o texto de um e-mail que enviei ao PDT em resposta ao "Boletim da Rede PDT"
Comentários ao boletim
Sabem o que me deixa boquiaberta? É políticos experientes acreditarem(?) e querer nos impingir a fábula que o governo iria fazer isto e aquilo... Evidente que ao ver que perderia fez toda a sorte de promessas - tão falsas como uma moeda de dois reais (ou quanto ele).
Está bom... se são parentes da Velhinha de Taubaté, que morreu de tristeza ao ver que não podia mais acreditar, fiquem à vontade. Só que a maioria dos brasileiros não é tão "ingênua" como acreditaram que fosse. Me enganjei com o maior prazer na campanha XÔ CPMF e, apesar da idade já bem avançada, me enganjarei em quantas se fizer necessário.
Comento dois tópicos do boletim da rede:
O senador Flávio Arns disse que, apesar de ter se manifestado contra a cobrança da CPMF, votou a favor por considerar que a última versão da proposta enviada pelo governo ao Senado era “irrecusável”. Arns lembrou que a saúde iria receber R$ 20 bilhões a mais no próximo ano, com a destinação integral dos recursos à área “Era uma oportunidade histórica de dar um salto de qualidade na saúde”, afirmou.
Seria cômico se não fosse trágico. Estão há 5 anos no poder e nada fizeram. Por que faria agora? "IRIA" KKKKK
Correio Braziliense - O relator-geral do Orçamento da União de 2008, deputado José Pimentel (PT-CE) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que instaure auditoria para investigar os custos das obras federais colocadas em suspeição por um relatório do deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA). Em seu estudo por amostragem da proposta orçamentária do Executivo, o pedetista encontrou indícios de superfaturamento de até 525% na construção ou reforma de estradas e ferrovias. A repercussão do documento de Queiroz na imprensa e as suspeitas levantadas pelo procurador do TCU, Lucas Furtado, contra os membros da Comissão Mista de Orçamento também provocou intensa polêmica no Congresso Nacional.
Aí está o "X" da questão: O governo é depositário infiel - toma conta do patrimônio que é nosso mas não é capaz de impedir os desvios e roubos.
Não roube e não deixe roubar, acabe com a criação dos milhares de cargos previstos com a única finalidade de arrecadar o dízimo para o PT, aí incluídas a TV Traço Zero, a SEAP (?), a SEALOPRA e mais todos os cabides de pendurar petistas que o dinheiro dá e sobra!
E por último o mais grave é a denúncia do brilhante jornalista Hélio Fernandes:
O presidente Lula poderá RETIRAR OS 172 BILHÕES DE DÓLARES que tem DEPOSITADOS NA SUÍÇA, "RENDENDO" 1 POR CENTO AO ANO. O presidente Meirelles do Banco Central diz que é a "NOSSA BLINDAGEM". Demita esse Meirelles, presidente, pegue esses 172 BILHÕES DE DÓLARES, transforme em reais e invista tudo em infra-estrutura, saúde, habitação, educação, hidrovia, ferrovia, essa É A NOSSA BLINDAGEM, presidente. Abandone o lamento, parta para o investimento.
Será que agora o PDT entende ou vamos precisar desenhar?
Maria Aparecida Fraga Ferreira - Campo Grande-MS

Quando eu penso que nada mais conseguirá me surpreender eles conseguem... O “congresso” em Buenos Aires onde vereadores, assessores, foram fazer "cursos" transcende a tudo o que foi visto até hoje. Realmente tem toda a razão o Geraldo Almendra. O Brasil se transformou num imenso lupanar. Poderíamos dizer um lupanar de dimensões continentais... E ninguém se revolta. Como quem cala consente, devo acreditar que muitos estão pensando: Se eu estivesse lá também não perderia a oportunidade. Queixas só das cafetinas, (não as chamo prostitutas, prostitutas somos nós que vendemos a alma e o corpo para sustentar os nossos ávidos gigolôs). Pois uma das cafetinas se queixou que não tinha banheira de hidromassagem no hotel... A reportagem do "Jornal Nacional", na segunda-feira não deixa dúvidas mostrou que vereadores, prefeitos e assessores viajaram para um congresso em Buenos Aires (Argentina) que não aconteceu e ainda receberam o certificado de participação. Com o certificado, apesar de o Congresso não ter acontecido, os parlamentares têm a viagem paga com o dinheiro dos cofres públicos.E depois ainda me dizem que sou "mulher de vida fácil". Vida fácil é a de político. Estou cansada de "trabalhar" dia e noite, sem folgas semanais, para sustentar tanto gigolô...

Nunca-antes-neste-país se jogou tão pesado, com tantos e tão frequentes golpes desferidos abaixo da linha da cintura. A prorrogação da CPMF tem provocado lances dignos de filmes americanos, dos mais violentos. Um senador do PMDB (aliado) é substituído na CCJ do Senado pela "Iris Varela" versão brazuca, que é petista, apenas porque se recusou a obedecer as ordens reais, e anunciou seu voto contra a prorrogação da CPMF. Mozarildo Cavalcanti foi substituído por Ideli Salvati, "A Nervosa", representante master do lulismo no Senado, que grita muito para que ninguém perceba que ela não consegue explicar as atrapalhadas petistas nas finanças das ONGs em Santa Catarina. A base governista conseguiu aprovar um parecer em separado, do Senador Romero Jucá, em lugar do relatório oficial contrário. Qual foi o custo ninguém sabe. Portanto, uma das comissões mais importantes do Senado não tem mais qualquer autonomia. O governo se contrariado, bate o pezinho, substitui os rebeldes e pronto. O Legislativo deixou de ser Poder. É carimbador oficial do Executivo.
Tentando iludir, aliás sem necessidade já que eles estão loucos para isto, o govermo promete isenção da CPMF para quem ganha até R$1.600,00. Só no instante em que recebe o salário no banco o trabalhador fica livre da CPMF. Após receber arcará com o imposto em cada transação que fizer envolvendo dinheiro. Cada vez que comprar um pão, uma revista ou um maço de cigarros pagará a CPMF, já que ela está embutida nos preços. Mas vá tentar explicar isto aos simpatizantes pobres do petismo-lulismo!
Não é contribuição - é imposto. Não é provisória - é permanente. A desfarçatez é tanta que não usam o termo correto - IMPOSTO, para que nenhum centavo caia nos cofres estaduais ou municipais. Toda a montanha de dinheiro escorre pela goela pantagruélica do governo federal. Notem que eu não digo da União, e sim do governo. Se fosse para a União seria usada, ao menos um pouco, em nosso benefício. Mas como o governo casta? Alguém sabe? Ele presta contas?
O Senhor Adib Jatene já saiu do rol dos inocentes úteis para o rol dos cúmplices. Continua a defender e a lamber a cria. Finge não ver que criou um monstro; propôs a criação de um tributo provisório para salvar a saúde, e hoje temos um imposto permanente. A a saúde que se dane... problema dos doentes. Se virem.
No vale-tudo imperial, vale substituir senador, vale negociar cargos, vale liberar emendas de aliados, vale mentir que não tem jeito de governar sem os bilhões da CPMF, vale ameaçar os governadores. Enquanto isto o rio da arrecadação aumenta substancialmente de volume na mesma proporção em que o córrego da saúde está na vazante.

Longe de mim questionar a sabedoria ou esperteza do governo na questão, pois não entendo nada do assunto. Entretanto, a alteração nas regras do jogo que estava em andamento - a suspensão da 9ª Rodada de Licitações de Blocos de Exploração da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e o governo já dando conta de que poderia incluir modificações na Lei do Petróleo, no texto da Lei do Gás - que trata, basicamente, do transporte e da distribuição do gás natural, me fazem pensar que assim as PPS e o PAC nunca vão passar de carta de intenções. Enquanto está, digamos, empatado, todo mundo joga, quando aparece vantagem para o lado brasileiro, o governo diz que não quer mais brincar.
O Ancelmo Gois disse que o governo agiu como quem tivesse convidados para o jantar e quando notou que a comida estava gostosa mandou os convidados embora. Como alguém pode investir em um país cujas regras são tão instáveis? Estou só pensando....
Tentando entender o que leva jovens de classe média a adotar comportamentos anti-sociais e de extrema ferocidade, cheguei a algumas conclusões:
Por que agridem preferencialmente mulheres? Não estariam vendo nas vítimas a figura da mãe a quem realmente gostariam de espancar?
As mães "de luxo" vêm os filhos quando nascem, quando são alimentados, quando são batizados e nas ocasiões festivas. Quando procuram o olhar materno meigo e compassivo, percebem o da empregada. Quando se acostumam, ela é substituída. E recomeça o processo. Nunca, ou raramente, uma palavra amiga ou um carinho. Sempre o procedimento frio e mecânico das serviçais. Ao serem levados às escolinhas, o mais cedo possível, quem os leva é o motorista e a babá.
Sua mãe está ocupadíssima em salões de beleza, academias e chás de caridade para angariar recursos para as crianças carentes (dos outros). O apoio ao seu "carente" não rende dividendos, notícias nas colunas sociais. Quando recebe visitas elas são confinadas aos seus aposentos cheios de brinquedos caros.
Os pais sempre ocupados em reuniões de trabalho, em viagens de negócios, em "happy our" onde, para relaxar, vão tomar a sua bebida predileta com amigos. Sai de casa antes do filho acordar e chega após ele adormecer. Não falando, é claro nas escapadas extra-conjugais.
Não estariam vendo na prostituta a figura da mãe que se deitou com um homem (seu pai) para atingir o seu escopo: o alto uma união?
Talvez isto explique porque nem todos os jovens de alta classe são bandidos. Existem pais que se ocupam de seus filhos, que os levam para passear, à escola, se interessam por seus problemas.
Talvez isto explique a diferença entre Jeferson Perez e Renan Calheiros, entre Zilda Arns e Verônica Calheiros.

Já perceberam a jogada malandra?
Todo santo dia você vè notícias sobre o tal 3º mandato. Mas ele nega. Os deputados todos são contra. Mais o Kináglia desengaveta o assunto como quem não quer nada. Falam em fazer plebiscito, pois sabem que mesmo que o resultado fosse desfarovável, dariam um jeitinho nas tais urnas eletrônicas.
Se o reizinho fosse mesmo contra, mandava o PT calar a boca e já. Não! Ele se comporta como a adolescente "pudica" diante da sua primeira experiência sexual... abaixa a cabeça, faz carinha de medo, fica um tanto vermelhinha (aí é preciso um esforcinho), diz NÂO na primeira tentativa.... até sussurrar bem baixinho nââão... E cai gostosamente na cama ou no banco traseiro do carro.
Enquanto isto, o brasileiro vai assimilando a idéia. Depois que passar a tal CPMF darão um tempo e voltarão com carga total.
E vão fazendo a lavagem nos cérebros. Dizer que é golpe - não exageremos. A reeleição também foi golpe! Talvez por isto os tucanos estão engolindo em seco. Não tem um nome de peso - não tem mesmo! Serra já perdeu uma vez e poderá perder duas. O PMDB não conta. Aécio não sei se seria tolo o suficiente para herdar a bomba que está sendo preparada. O partido sempre foi, é e será poder, se associa a quem quer que seja para não sair de "lá". O próprio PT não tem ninguém... então se "não tem tu... vai tu mesmo". Ciro Gomes não conta pra nada. É o cavalo paraguaio. Bom de arrancada.
Já pensaram que lindo:
Eu preciso ficar mais tempo por causa da Copa de 2014? Só eu posso fazer.
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