Logística, infra-estrutura, ecologia.... Neste espaço pretendo expor todos os assuntos que ajudem a levar os que se interessarem a traçar o perfil do Brasil hoje.  Isto facilitará a compreensão da bomba relógio a que estamos expostos. As notícias são  recebidas  de várias fontes. Ou corremos contra o tempo ou não teremos futuro. É para ontem!

           

 

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Vou fugir um pouco ao tema Brasil para postar uma carta publicada em um blog português; a exceção prende-se à constatação de que os regimes socialistas não dão certo em nenhum lugar do mundo. Ele exprime o descontentamento de uma professora universitária. Ontem, dia 8 de março 100.000 professores foram às ruas naquele país para protestar contra a política educacional. Enquanto neste país apenas a IURD consegue fazer o povo levantar o traseiro da poltrona. Pobre Brasil! Pobre Portugal.

http://www.opafuncio.blogspot.com/

1.
Não sou certamente a única socialista descontente com
os tempos que vivemos e com o actual governo. Não
pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em
que estou inscrita, não reconheço competência à sua
presidência para aí debater, discutir, reflectir,
apresentar propostas. Seria um mero ritual.

Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me
revejo neste partido calado e reverente que não tem,
segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao
secretário-geral na última comissão política. Uma
parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas
como qualquer neoliberal; outra parte outrora ocupada
com o debate político e com a acção, ficou esmagada
por mais de um milhão de votos nas últimas
presidenciais e, sem saber que fazer com tal
abundância, continuou na sua individualidade
privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou
menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria
absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir
os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores,
como queiram) no final do mandato.

Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando
críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido
necessário adoptar as políticas económicas e sociais e
a atitude governativa fechada e arrogante que temos
vivido? Teria sido necessário pôr os professores de
joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado
apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que
aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma
nova casta que ainda não tinha sido inventada até
hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora?
Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que
são necessárias equipas de docentes coesas e
competentes, com metas claras, com estratégias bem
definidas para alcançar o sucesso (a saber, a
aprendizagem efectiva dos alunos)?

Teria sido necessário aumentar as diferenças entre
ricos e pobres? Criar mais desemprego? Enviar a GNR
contra grevistas no seu direito constitucional?
Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar
tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos
mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"?
Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não,
"marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das
Finanças (os exemplos são tantos que é difícil
escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que
"nós não entramos nesses jogos", sendo os tais "jogos"
as negociações salariais e de condições de trabalho
entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que
era um mecanismo de regulação que fazia parte dos
regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se
esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se
eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que
vivemos a Europa como um assunto para especialistas
europeus ou como uma questão que nos diz respeito a
todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem
muitas reuniões, conferências e declarações, cujos
vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é
afinal o Tratado de Lisboa? Como se estrutura o poder
na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas
cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos
recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque
ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de
poder de compra, na qualidade das prestações dos
serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro,
etc., etc.) os piores lugares?

Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no
limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor
primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras
simples, a importância do Tratado de Lisboa para o
bem-estar individual e colectivo dos cidadãos
portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são
traduzidos em termos futebolísticos, fico muito
preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para
2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que
espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o
actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no
segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os
bilhetes...", acrescentava outro líder, este de
esquerda. E o país, onde fica? Que informação
asseguram os deputados aos seus eleitores? De todos os
partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena
ser tão maçadora. Órgão cujo presidente é eleito na
Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20
anos de existência. Criado como um órgão de
participação crítica quanto às políticas educativas,
os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros.
Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez
mais o palácio da bela adormecida (a bela é a
participação democrática, claro). E que dizer do
orçamento para a cultura, que se torna ainda menos
relevante? É assim que se investe "nas pessoas" ou o
PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a
substituir as políticas eventuais do PSD (que não
sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais
circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem
orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um
bem-estar sem fim que um dia virá (quanto
sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui
há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas
críticas sistemáticas às agressões quotidianas à
liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já
agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os
abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do
alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias
no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor...
Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos
cidadãos castigados!

O país cansa! Os partidos são necessários à democracia
mas temos que ser mais exigentes.

Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são
precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe
que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não
me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela
liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa
vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos
os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias,
sobretudo com um governo do Partido Socialista.

Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS





 

Meio Ambiente / Hidrelétricas / FGTS-PAC . . .

 

1 -        Ontem, dia 05 / 06,  foi  comemorado  o  “Dia Mundial do Meio-Ambiente”.

 

 O nosso  Planeta  está  doente,   quase  chegando  a  uma  irreversível  condição  “terminal”,  sem  volta. . .

 

            O  que  temos  feito,  concretamente,  para  ajudar  na  recuperação  de  nossa  Terra?  Quais  os  comportamentos  “saudáveis” -  a  nossa “gotinha de água” - que  temos  usado para tentar apagar  esse  incêndio  e  deixar  esse  mundo  ainda  habitável  para  nossos   netos  e  bisnetos ?

 

Estou  anexando   um   “teste-exercício”   para  que você  responda  e  avalie  o  atual  nível  de  sua  prática   ecológica.

 

 

2 -        Na  contra-mão  desse  caminhar  em  direção  à  saúde de nosso mundo, depois  de  inúmeras  pressões  de   todos  os  lados,  depois  da  Medida Provisória  366/07  que  cria  o  Instituto  Chico Mendes  e  divide  o  IBAMA em dois,  enfraquecendo  ainda  mais   o  poder  de  fiscalização ambiental  do  Órgão  e,  principalmente,  depois  de  explícitas  pressões  e  gestões  do  presidente  Lulla,  que      diante  dos  olhos  seu  bichinho  de  pelúcia  chamado  PAC,   parece  que  o  IBAMA -  ou  o  que  restou  dele ! -  não  vai  mesmo  agüentar:  estão  praticamente  liberadas  as  licenças  ambientais  para  as  duas  hidrelétricas  do  Rio  Madeira,  não  se  sabe  a  que  custos  para  as  condições  de  vida  futura  de  nosso eco-sistema  amazônico!  

 "As negociações estão muito bem", afirmou o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, confirmou que o processo "está na reta finalíssima"  e disse que "a tendência é pela viabilidade" das hidrelétricas.

 

Nessa  mesma  linha  do  “liberou  geral”,  em  função  de  PAC´s,  de  multinacionais,  de  ganhos  financeiros,  de  obras,  de  empreiteiras,  de  super-faturamento,  de  Gautamas,  etc.. ,  o  governo  Lulla  praticamente    tem  finalizados  os  Projetos  que  permitirão  a exploração de terras indígenas por empresas mineradoras. . .

O  argumento é  que,    assim,  será  possível  “organizar  e  controlar  a  atual  e  desordenada  exploração  das  terras  indígenas  por  toda  sorte  de  aventureiros". . .

É  claro :  as  mineradoras  vão  pagar  "royalties"  para  os  indígenas !   Imaginem  como  e  que  royalties !. .

 

É  a  mesma  história  do  Projeto  do  “aluguel  da  Amazônia”  para  mujltinacionais,  para  “coibir  a  exploração  desordenada”...


3 -        Ainda  sobre  o  bichinho de estimação  do  Lulla - o  PAC - o  Senado aprovou na noite de terça-feira  (29)  a medida provisória  de  seu  patrão,  que destina recursos do FGTS para obras de infra-estrutura (energia, estradas, ferrovias, portos e saneamento). Ela faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

 

Serão  bilhões  sacados  do  FGTS  e  disponibilizados  para  o  PAC  das  empreiteiras. . .

A decisão  final  depende agora somente da sanção do presidente.

 

Comentário  óbvio :  se  roubam  de  tudo  que  está por  aí,  da  Previdência,  das  licitações,  das  Obras, etc.,  será  que  não  vão  também  botar  a  mão  nesse  dinheiro  sagrado   dos  trabalhadores ?

            Afinal quem vai administrar esse Fundo?

 

Onde estão os meninos nervosos das universidades, do MST, da CUT, dos  Sindicatos  petistas,   da CGT e  congêneres?     Cooptaram  todos ? 

 

Em  tempo  1 : 

         `A  exemplo do que fizemos na semana passada,  quando   enchemos  a  Câmara  com  nossos   E-mails  de  protesto  contra  a aprovação  da  PEC-358, ( recebi  várias  respostas   de  deputados ! ),  vamos  fazer  a    mesma coisa   com   relação  à  absurda :

 

                                                                                 Lei  do  Gás :

         Enviar  E-mail para  : 

 

                                                   Email :  cidadao@camara.gov.br  

 

                             NÃO  á  LEI  DO  GÁS  ! ! !

 

       ( Confisco  dos  gasodutos  brasileiros construídos pela Petrobrás ,  para  “doação”  às  multinacionais   estrangeiras ).  

 

                      Projeto ex-senador Rodolpho Tourinho. Relator  Deputado  João Maia  ( PR-RN )

 

           Nome :

           CPF   : 

                ( ponham seu nome  e  CPF  )

 

                                       Márcio  Dayrell Batitucci

  Facilitador  de  Mudanças  Organizacionais

 

 




Fonte: Intelog
 
8/5/2007
A guerra dos pneus reciclados

 
O governo Brasileiro tem até o dia 20 de julho para recorrer da decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC), que condenou à importação de pneu reciclado da União(UE).

Para o Itamaraty, mais do que abrir o mercado nacional para pneus reciclados, a derrota brasileira pode transformar o País em lixeira dos países desenvolvidos.

O Brasil proíbe, desde 1991, a importação de qualquer produto de consumo usado.

Em 2000, entretanto, decisão do Mercosul permitiu ao Uruguai exportar pneus reformados ao Brasil.

As regras que vetam as importações não derivam de lei, mas de portarias ou resoluções.

A precariedade normativa favorece os fabricantes nacionais de pneus reformados a segmento alega que não consegue obter matéria-prima no mercado doméstico, dependendo das importações de carcaças.

Com esse argumento, obtêm liminares na Justiça para comprar de fornecedores estrangeiros.

Ano passado, decisões judiciais garantiram a importação de 7,5 milhões de carcaças de pneus.

Em 2005, 10,5 milhões de unidades desembarcaram no País.

A cada ano, 65 milhões de pneus são lançados no mercado nacional por empresas com atuação no Brasil.

São 50 milhões de pneus novos produzidos em território nacional, nove milhões de reformados e seis milhões de originais importados.

Segundo o setor,a oferta atende à demanda.

A divergência entre Executivo e Judiciário do Brasil enfraquece a defesa do País.

No Congresso, o Governo se mantém neutro com relação ao projeto de um parlamentar do PT, o senador paranaense Flávio Arns, que legaliza a importação.

A disputa na OMC começou em janeiro de 2006.

A decisão final da organização deve ser divulgada em 21 de maio.

Só então as partes terão até 60 dias para recorrer ao órgão de apelação.

Por outro lado, pneus velhos que permaneceriam durante 400 anos em decomposição podem ser utilizados no asfalto ecológico, experiência que há seis anos vem sendo desenvolvida no Rio Grande do Sul, em setembro de 2003, técnicos do DAER-RS mostraram as vantagens do asfalto-borracha, que foi testado no quilômetro 28 da RS122.

Segundo os técnicos, além de aumentar a vida útil da rodovia em 43%, a nova tecnologia pode ser a solução para resolver o problema do descarte de pneus.

Como cada quilômetro de asfalto-borracha demanda mil pneus, a cobertura de 10% da malha rodoviária do país consumiria 16 milhões de pneus.

De 2001 até hoje, o asfalto ecológico já foi aplicado em 263,2 quilômetros de estradas.


 
Por Berkeley Pim



O Pânico Climático, A política do medo

Artigo de Rui G. Moura, Engenheiro. Mestrado em Climatologia

Quando se fala do hipotético aquecimento global pretende-se seguramente meter medo. Até seria desejável que a Terra aquecesse. Com efeito, isso nos traria imensas economias tanto de energia para climatização, como do petróleo bruto e dos seus derivados. Por outro lado, seriam ganhas largas extensões de terra cultivável em direcção às regiões subpolares. Foi o caso entre os anos 1930 e 1960 (período do Óptimo Climático Contemporâneo).

Nessa altura, as explorações agrícolas do norte do Canadá e da Escandinávia deslocaram-se mais para Norte. Nos anos 1970, com o regresso do frio, voltaram a retroceder para Sul. O mesmo aconteceu na África subsariana onde os criadores de gado se deslocaram primeiro para Norte e depois regressaram ao Sul quando a seca estalou nos anos 1970. Durante o período quente, as chuvas tropicais eram mais abundantes. Isso quer dizer, paradoxalmente, que se o aquecimento fosse efectivo, a seca acabaria no Sahel! Mas infelizmente, não é esse o caso.

Refutação do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change)

O tema do “global warming” é digno de figurar no livro das “Imposturas intelectuais” de Alan Sokal e Jean Bricmont. O “global warming” e as “climate changes” estão de tal maneira bem embrulhadas que não é fácil desmontar esta impostura científica. Mas de acordo com o filósofo Karl Popper, as teorias científicas têm de ser aprovadas ou reprovadas em testes
imediatos e não daqui a cem anos. Ora, a refutação desta embrulhada verifica-se todos os dias, todas as horas, todos os segundos e todos os instantes.

Os valores elevados da pressão atmosférica sobre a Europa durante o Verão de 2003 - com a registada vaga de calor -, inscreveram-se na subida que se observa desde o shift ou desvio climático dos anos 1970, mais propriamente em 1976. Essa alta das pressões observa-se sobre a quase totalidade da Europa, de Lisboa, em Portugal, a Constança, na Roménia.

A forte estabilidade anticiclónica (calma ou vento fraco, ausência de movimentos ascendentes) favorece o aquecimento do ar nas baixas camadas. A condução do calor é com efeito tanto mais forte quanto a pressão é mais elevada e desde que o ar não se possa elevar - devido à subsidência, ou pressão de cima para baixo -, sobreaquecendo, portanto, (para a mesma quantidade de energia recebida do Sol) as camadas próximas do solo. O calor provoca uma forte diminuição da humidade relativa, isto é, uma forte secagem do ar, que é tanto mais seco quanto o vapor de água atlântico ou mediterrâneo não penetra no interior do ar anticiclónico (o que reduz consideravelmente o efeito de estufa natural que está principalmente associado ao vapor de água).

A nebulosidade muito reduzida ou nula oferece um ar soalheiro óptimo, e a elevação do calor atinge gradualmente (por efeito cumulativo) a “canícula”, sobretudo nas cidades (menos ventiladas, mais quentes, mais secas) onde se reforça a bolha de calor urbano.

Ao mesmo tempo o carácter anticiclónico (limitado às baixas camadas) e a ausência de movimentos horizontais e verticais concentram a poluição nos n
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