![]() Apresentação: A proposta deste site é: vamos pensar e discutir POLÌTICA, DEMOCRACIA E CIDADANIA. Vamos tentar demostrar que o que está acontecendo no mundo hoje, e não apenas no Brasil, não é política é um arremedo. É a usurpação do termo Política. Vamos dar voz aos amigos, postar bons artigos. Ouvir pessoas. Parar de reclamar e colocar a cara para bater. Vamos questionar de quem é a culpa. Será realmente dos outros? E nossa parcela? Podemos realmente atirar a primeira pedra? É um projeto ambicioso, mas tenho bons amigos que, com certeza, não me deixarão sozinha. Não pretendo dizer a "última palavra" nem ser a "dona das verdades absolutas" mas dedicarei meus próximos anos de vida, que ainda serão muitos tenho a certeza, a discutir, questionar, perguntar...passando um pouco da minha vivência aos que assim o desejarem.
Aos amigos que me apóiam,
Muito Obrigada.
Maria Aparecida Fraga. Amigos Poetas e Poetas Amigos: Vou postar neste espaço uma das páginas mais belas que já li. Palavras do Chefe Sioux: ”O Grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O grande Chefe assegurou-nos também a sua amizade e benevolência. Isto é gentil da sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe de Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas elas não empalidecem. Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como podes então comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para o meu povo. Cada folha reluzente do pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e insecto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto vai vagar entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos das campinas, o calor que emana do corpo de um mustang e o homem, todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar a nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será o nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto vamos considerar a tua oferta de comprar a nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada. Esta água brilhante que corre nos rios e riachos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de lembrar e terás de ensinar aos teus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos, conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam a nossa sede. Os rios transportam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se te vendermos a nossa terra, terás de lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são nossos irmãos, e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo que necessita. A terra não é a sua irmã, mas sim a sua inimiga, e depois de conquistá-la, ele vai-se embora. Deixa para trás os túmulos dos seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos dos seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura do seu pai e o direito dos seus filhos à herança. Ele trata a sua mãe, a terra, e o seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou missanga cintilante. A sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto. Não sei. Os nossos modos diferem dos teus. A vista das tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por o homem vermelho ser um selvagem que nada entende. Não há um sequer lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há um lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um insecto. Mas talvez assim seja por eu ser um selvagem que nada compreende. O barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela, se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um charco? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou reacendendo o pinheiro. O ar é preciso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres. Assim, pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo na pradaria , abandonados pelo homem que os abatia a tiros disparados do comboio em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisonte que (nós os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo o que acontece aos animais, logo acontece aos homens. Tudo está relacionado entre si. Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo dos seus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conta aos teus filhos que a riqueza da terra são as vidas dos nossos parentes. Ensina aos teus filhos o que temos ensinado aos nossos; que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem; é o homem que pertence a terra. Disto temos a certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida. Ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à terra, a si próprio o fará. Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmo uns Invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar sobre os túmulos. Um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso! Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como de amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver. De uma coisa sabemos que o homem branco, talvez, um dia venha a descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues agora, que O podes dispor a vida inteira e é igual a sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por Ele e causar dano à terra, é cumular de desprezo ao seu Criador. Os brancos também vão acabar, talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continua poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado nos teus próprios dejectos! Porém, ao perceberem, vocês brilharão com fulgor abrasados pela força de Deus, que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será quando todos os bisontes forem massacrados, os cavalos bravos domados, as clareiras das florestas carregadas do odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanadas por fios que falam (telégrafo). Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado? Onde estará a águia? Irá acabar, restará dar adeus à andorinha e à caça. O fim da vida é o começo da luta para sobreviver. Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite aos seus filhos nas longas noites de Inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos. E por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir a reserva que nos prometeste. Lá, talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas florestas e praias, porque nós as amamos como ama um recém nascido o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse. E com toda a força, do teu poder e de todo o teu coração, conserva-a para os teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: O nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.” "Fizeram-nos muitas promessas, mais do que me posso lembrar, mas os brancos nunca as cumpriram, a não ser uma: prometeram tomar nossa terra e tomaram-na." (Palavras do Chefe índio Sioux, Nuvem Vermelha, dirigidas a um Oficial do exército de cavalaria dos Estados Unidos). O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE MATA PARA NÃO COMER! O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE DEITA ABAIXO A ÁRVORE QUE LHE FAZ SOMBRA! O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE COSPE NA ÁGUA QUE BEBE! O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL… INTELIGENTE! "Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..." Martin Niemöller, 1933 Deixei de lado o meu orgulho,
Entrei de cabeça num mergulho,
exigindo mudanças no meu País.
Pensando num Brasil justo,
eu levei um baita susto , encontrei vários Brasis.
Brasil da ignorância, Brasil da esperança,
Brasil da corrupção, Brasil da manipulação,
Brasil da ilegalidade, Brasil perseverança,
Brasil da impunidade, Brasil da intolerância.
E por aí vão mais Brasis com um longo
caminho aberto, e cada um escolhe a sua estrada.
Eu escolhi a minha, tenho certeza que é a mesma sua.
Preferi a perseverança e não perder a esperança.
Quero um Brasil forte e justo,
um Brasil nobre, onde não é vergonha ser pobre,
e ser respeitado pelo chefe da Nação.
Quero um Brasil liberdade, tratando com igualdade,
todo e qualquer Cidadão.
Sueli Bessa Guerra. (Aracaju. 12/03/2007)
E um pouco de poesia: Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. (de Eduardo Alves da Costa) |