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Nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1896 em Vinalesa (Valência); era o terceiro dos sete filhos que teve o casal Vicente Ample e Manuela Alcaide. Foi baptizado no dia seguinte (4 de Fevereiro) na paróquia de Santo Honorato Bispo e foi crismado no dia 21 de Abril de 1899.
Fez os primeiros estudos no Seminário Seráfico de Massamagrel (Valência). Vestiu o hábito capuchinho no convento de Santa Maria Madalena no dia 7 de Agosto de 1912. Emitiu a profissão temporária no dia 10 de Agosto de 1913 e a perpétua, no convento do Santo Nome de Jesus de Orihuela, no dia 18 de Dezembro de 1917. A seguir, foi enviado a Roma para aperfeiçoar os estudos, sendo ordenado sacerdote na Cidade Eterna pelo arcebispo de Filipos, Dom José Palica, no dia 26 de Março de 1921.
Retornando à Espanha, foi nomeado Director do Instituto de Filosofia e Teologia dos Frades Capuchinhos, em Orihuela (Alicante), cargo que exerceu até à sua morte, com prudência e satisfação geral de todos.
"Gozava entre os fiéis - disse sobre ele o sacerdote Operário Diocesano Pascoal Ortells - da fama de santo e a esta fama unia também a de sábio. Era fiel observante de toda a Regra de São Francisco, trabalhando com todo o empenho para que seus alunos capuchinhos fossem perfeitos religiosos".
Durante a revolução de 1936, todos os capuchinhos do convento de Orihuela se dispersaram no dia 18 de Julho. Fr. Aurélio buscou refúgio na casa paterna, em Vinalesa, onde, no dia 28 de Agosto foi capturado pelos milicianos e conduzido ao lugar da morte. Antes de ser assassinado exortou todos os seus companheiros para morrerem bem, dando-lhes a absolvição sacramental e acrescentou: "Gritem forte: Viva Cristo Rei!"
Foi assassinado no dia 28 de Agosto de 1936. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Foyos (Valência), próximo de onde fora morto. Terminada a guerra civil, foram exumados os seus restos e transladados para o cemitério de Vinalesa, no dia 17 de Setembro de 1937. Hoje, descansam na capela dos mártires capuchinhos do convento da Madalena de Massamagrel.
Fr Aurélio conservou a disponibilidade interior, desde o momento em que foi capturado até à sua morte, mantendo-se em todo o momento fiel a Cristo. "Conservou a serenidade até ao último momento - disse sobre ele Rafael Rodrigo, testemunho do seu martírio - animando-nos a todos os que íamos morrer. Quando tudo já estava preparado para a execução, exortou-nos para que pronunciássemos a fórmula do acto de contrição. Assim o fizemos e quando o Servo de Deus estava recitando a fórmula da absolvição, um miliciano deu-lhe duas bofetadas. Alguém do grupo dos milicianos disse ao companheiro para não esbofetear mais o frade pois pelo tempo de vida que nos restava não valia a pena. O Servo de Deus permaneceu inalterável ante esta injúria, continuando até terminar a absolvição. Quando o Servo de Deus terminou de cumprir seu sagrado dever, ouviu-se um disparo e caímos todos repetindo com ele o grito "Viva Cristo Rei!"
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