Mártires da Revolução Francesa
 

Um dos lugares em que foram massacrados padres e religiosos pela revolução francesa em 1794, leva o nome de pontons de Rochefort, isto é, um grupo de embarcações ancoradas perto da ilha de Aix. Uma espécie de prisões flutuantes. Mais de oitocentos entre padres e religiosos foram empilhados e anulados aí. Entre eles diversos freis capuchinhos. Deveriam ter sido deportados para a Guiana Francesa, mas os ingleses que fiscalizavam os mares o impediram. Muitos deles perderam a vida aí, neste “campo de concentração flutuante” por causa da fé. Destes que morreram, no dia 1o. de outubro de 1995 o papa João Paulo II reconheceu o martírio de 65, entre eles, três capuchinhos. Frei João Luiz de Besançon, Fr. Protasio de Sées, e Fr. Sebastião d Nancy.

Beato João Luiz de Besançon (1720-1794).

No Batismo, João Batista, nasceu no dia 11 de março de 1720 na cidade de Besançon, o sexto entre oito irmãos, foi batizado no mesmo dia. O pai era de paris, diretor e tesoureiro da Casa (fabrica) de Moedas de Borgonha e em 1730 foi eleito diretor da mesma em Lion, onde veio residir com a sua família, e onde João Batista fez os seus estudos,.

Aos vinte anos, no mês de maio de 1740, fez capuchinho e com o hábito tomou o Frei João-Luiz. Professou no dia 09 de maio de 1741. Em Lion, os capuchinhos possuíam dois conventos, um dedicado a S. Francisco e chamado de “o grande convento”, fundado em 1575 no bairro S. Paulo; o outro construído em 1622 dedicado a S. André e chamado de “pequeno Forez”. Nestas duas casas, nosso mártir viveu a maior parte d sua vida religiosa. Por duas vezes foi superior, uma vez no convento de Santo André, de 1761 a 1764, e uma outra vez no grande convento de S. Francisco até 1767.

Não se dispõe de muitos dados de sua história pessoal. Um abade que o conheceu deixou este testemunho: Dotado de todas aquelas virtudes que o tornavam recomendável, ele não quis aceitar nenhum encargo, dizendo ter entrado na Ordem não para comandar, mas para obedecer, não para dominar, mas para ser submisso. Dedicando-se com humildade à salvação das almas, exerceu o ministério da confissão com fruto e parecia nisto incansável. Não existia tarefa dos frades na qual ele não manifestasse o seu zelo. O povo simples, e os pobres eram seus prediletos; mas também as pessoas mais de elite que se entregavam à piedade sentiam-se atraídas pela sua nobreza de presença e afabilidade de sua figura majestosa e graciosa. Seria difícil enumerar as conversões por ele realizadas e as almas levadas a Deus em todas as classes sociais.

Tinha setenta e quatro anos quando os revolucionários franceses obrigaram os padres e religiosos, no ano de 1791, a prestar juramento cismático à constituição civil do clero. Frei João Luiz encontrava-se no convento de S. Francisco quando a Assembléia Constituinte ordenara o inventário das pessoas e dos bens de cada casa religiosa. Ele declarara que queria permanecer na Ordem. Mas, em outubro deixou Lion e se refugiou em Bourbonnais de Précord, no castelo que quem residia sua irmã Nicole-Elisabeth com o filho Gilberto de Grassim, e onde também duas sobrinhas irmãs dominicanas que também aí buscaram rfúgio. Alguma denúncia anônima causou uma investigação pelo Diretório no dia 3 de fevereiro de 1793, e embora o resultado tenha sido nulo, no dia 30 de maio todos os habitantes do castelo foram transportados para Moulins, onde sessenta e seis padres, que não juraram a constituição civil do clero, foram encarcerados, parte nas prisões, parte no antigo mosteiro Santa Clara.

Na lista dos padres que não fizeram juramento estava o nome de F. Luiz, classificado “primeiro como capuchinho”. Sua idade o teria preservado de ulteriores sofrimentos se não tivesse se dado um terrível acordo ateu no fim de 1793, que permitia tacitamente a eliminação dos eclesiásticos idosos, que, de fato, foram transportados, em três expedições separadas até Rochefort. F. João-Luiz deixou Moulins no dia 12 de abril de 1794, na terceira expedição, com outros 26 deportados, diocesanos, trapistas, capuchinhos, outros franciscanos, irmãos das Escolas Cristãs. Ao longo do caminho, escoltados pela guarda nacional, foram ajudados pela população por onde passavam. Chegaram a Rochefort no fim de abril. Despojados de tudo, foram jogados em dois barcos na costa do mar.

O barco em que foi transferido o F. João-Luiz se chamava “Deux-associés”. O capitão e a sua turma era gente da galera. No barco estavam literalmente empilhados 400 deportados, em estado lastimável, vida de campo de concentração nazista no duro. Um cocho imundo servia para o alimento de dez pessoas que deviam se alimentar de carne estragada, de merluzo, e favas grosseiras, tendo de fazer as refeições em pé, sem pratos, sem garfos, sem copos, apertados uns nos outros, servindo- se uma colher de madeira. Era o suplício da fome, ao qual se somavam outros de caráter higiênico-sanitário, junto com os insultos dos carcereiros. Um assobio anunciava a hora do repouso. Aquela massa humana, com muitos idosos e doentes, eram obrigada a deitar-se sob uma coberta na parte mais baixa do navio; a noite era um inferno, com refinada crueldade; aquelas embarcações deixavam escapar odores azedos da queima de uma espécie piche para purificar o ar, mas que trazia sufocação aos mais frágeis, suor frio, e até morte por asfixia. Em seguida eram conduzidos à parte externa do navio, num contraste com o frio apavorante.  Além disso, um dos sofrimentos maiores era não possuir nem o breviário da Liturgia das Horas ou outro livro de piedade para rezar juntos. Mesmo assim, alguém conseguira esconder um breviário e os óleos dos enfermos. E naquela cloaca infecta, aqueles mártires se davam os sacramentos que os fortificavam a afrontar a morte com alegria.

Este era o tipo de sofrimento de F. João-Luiz. Mas, o seu caráter alegro e vivo, infundia coragem aos companheiros de desventura. Um dos sobreviventes testemunhou que o capuchinho embora fosse um venerável idoso tornara-se a alegria de todos. Ele, de fato, cantava ainda como se fosse jovem de trinta anos, procurando assim aliviar nossos sofrimentos, escondendo os seus que o consumiam terrivelmente. Ele morreu serenamente como tinha vivido. De fato na manhã de 19 de maio de 1794, os deportados, quando acordaram e saíram de baixo da coberta, encontraram este excelente religioso morto ajoelhado no seu lugar, e ninguém imaginava que sofresse de alguma doença. Após ter-se levantado, ajoelhara-se para rezar e assim morreu. Vendo-o naquela humilde posição, parecia, de verdade, que continuava a rezar; morrera na atitude de suplica como a S. escritura nos representa os patriarcas da Antiga Lei no momento da morte.  Ele foi o primeiro capuchinho dos vinte e dois que morreram em Rochefort.

Beato Protásio de Séez (1747-1794)

No mesmo famigerado navio “Deux-associés), em que morreu o Beato João-luiz, estava Também o Frei Protásio de Bourbon. Nascido no dia 03 de abril de 1747, batizado no dia seguinte na paróquia de S. Pedro de Séez. Os pais viviam numa certa prosperidade. Não conhecemos nada do seu tempo de inf&anciã e adolescência. A formação cristã recebida fez amadurecer a vocação religiosa que o fez entrar, já com vinte anos, com os capuchinhos de Bayeux , onde professou no dia 27 de novembro de 1768, com o nome de Frei Protásio. Em 1775 foi ordenado presbítero, como podemos colher pelas breves notícias do arquivo. Residiu um tempo em Honfleur, perto do Santuário de Nossa Senhora das Graças, do qual teve a direção. Em 29 de novembro de 1783 está em Caen, e em 1789 é secretário do ministro provincial da Normandia.

A ultima destinação sua, como secretário provincial e superior local, foi no convento de Soteville, perto de Rouen.. É aqui, com sua comunidade, que os agentes municipais o encontraram quando vieram fazer levantamento da casa e pedir-lhe o juramento à constituição civil do clero. Com os demais confrades, se recusou terminantemente, reafirmando em dois momentos diversos sua decisão de permanecer na vida religiosa, especialmente no dia 26 de agosto de 1791 momento do último inventário do convento, do qual, no ano seguinte, os freis foram definitivamente banidos e colocados na estrada. F. Protásio quis, mesmo assim, permanecer em Rouen, recusando tomar o caminho do exílio, sendo acolhido por um senhor a quem pagava um pouco com as esmolas recebidas nas celebrações.  Esta sua teimosia lhe garantiu a prisão no dia 10 de abril de 1793 e de enfrentar um interrogatório da parte de dois “cidadãos”que, na sua futilidade e superficialidade, mostra ,como ordinariamente acontece, a inconsistência de semelhantes processos de que a história está cheia. O texto de tal interrogatório foi, oportunamente, conservado. F. Protásio responde com muita liberdade, mas é claro no declarar de ter recusado o juramento, de querer seguir fielmente a vida religiosa, e é reticente quando se lhe pede de co-envolver outras pessoas.

Na vistoria da casa onde estava refugiado foram encontrado manuscritos e alguns livros que se tornaram termos de acusação porque defendiam os que se recusaram ao juramento. Ele, como bom normando, não oferece ulteriores explicações que poderiam ser comprometedoras para outros, e nem mesmo o nome das pessoas às quais celebrava a eucaristia em segredo. É uma atitude tipicamente religiosa; por isso teve de enfrentar perigos e riscos. Aqui está o seu heroísmo. A ele lhe interessa a fé íntegra, simples, lúcida. Não ocorre nenhuma atitude política. As conseqüências foram imediatas. Foi trancafiado no antigo seminário de Souen Santo Viviano, utilizado pelos revolucionários como casa de detenção provisória, na espera da sentença definitiva, que chega no dia 10 de janeiro de 1794: o cidadão João Bourdon, ou seja, F. Protásio é condenado a ser deportado para as Guianas por ter celebrado a missa ilegalmente e conservar documentos suspeitos.

No dia 09 de março é levado para Rochefort. Chega aí no dia 12 de abril, e examinado, é despojado de tudo o que ainda tinha posse, um relógio e 1303 liras. Embarcado no “Deux-associés”, segue a sorte dos outros prisioneiros. O quadro desolador dos sofrimentos vulgares, agonias e mortes que formava o quotidiano daquela prisão é o mesmo já visto com o F. João-Luiz. Após quatro meses, F. Protásio, na noite de 23 para 24 de agosto, morria de doença contagiosa. Um sobrevivente, posteriormente, deixou este testemunho: Um religioso de grande mérito, e elogiável seja pela sua capacidade física e moral de que era dotado, mas sobretudo, pela sua firmeza na fé, na prudência , equilíbrio, regularidade e outras virtudes cristãs.

Beato Sebastião de Nancy (1749-1794).

Entre as 547 vítimas dos “pontons de Rochefort”e os 64 sacerdotes beatificados como mártires da revolução francesa, mais um capuchinho, F. Sebastião de Nancy. O percurso de sua vida é um pouco mais documentado. Francisco nascera no dia 17 de janeiro de 1749 em Nancy, também ele batizado no dia seguinte. Sua família tinha um nível econômico bom, seu pai era carpinteiro. Francisco logo conheceu os capuchinhos que tinham se instalado, inicialmente, na periferia no ano de 1593, e a partir de 1613 num convento um pouco melhor organizado, reconstruído com a ajuda do duque Leopoldo de Lorena e do rei Estanislau em 1746. A paróquia utilizava a igreja dos capuchinhos para o culto até 1770. Os freis se recolhiam atrás do coro, e dirigiam a OFS. O convento era uma sede importante da província, sede do capítulo provincial, e também da alfaiataria onde se confeccionavam as túnicas e mantos para os capuchinhos de Lorena, distribuídos em 28 conventos naquele território. A vitalidade apostólica deles e o seu dinamismo caritativo a favor dos pobres, dos empestados, dos sofredores os tornaram muito populares e muito requisitados. Mas quando em 1768 o jovem Francisco François, com dezenove anos, entrou no Convento de S. Miguel, deste 1602 destinado à formação dos noviços, já se notava uma certa crise vocacional. A Comissão Regular, instituída pelo rei da França, em 1766, para corrigir abusos e reformar os mosteiros e conventos, ao estabelecer a idade mínima de ingresso aos vinte e um anos, contribuiu para acelerar a crise.

O mestre de noviços, F. Miguel de S. Dié, no dia 24 de janeiro de 1768 o admitiu ao noviciado com o nome de F. Sebastião, e um ano depois recebeu sua profissão religiosa. A ata de sua profissão consta como o primeiro colocado no novo registro oficial, em 1769, como o mesmo detalhe se verificou sobre o registro do seu batismo na Paróquia de S. Nicolau no ano de 1749. Após o noviciado S. Sebastião passou para o convento capuchinho de Pont-`-Mousson, convento fundado em 1607 e renovado em 1764, para seus estudos de teologia. Aí residiam, no momento, nove padres, e seis freis estudantes de teologia, e um irmão religioso. A cidade vinha indicada como um lugar de estudos, tendo um excelente colégio dos jesuítas. Ele estava completando seus estudos e foi ordenado presbítero, embora não se tenha a data de tal evento.

Em 1777, no dia 5 de junho, vem aprovado como confessor no convento de Sarreguimines, onde era necessário dominar o alemão usada naquela região de fronteira. Em 1778 os documentos o encontram no convento de Sarrebourg, diocese de Metz, como confessor, numa comunidade de religiosos muito exemplar na pobreza. Os documentos são muito eloqüentes nos anos de 1782-1784. São documentos da paróquia de s. Quirino. O bem-aventurado desenvolvia aí seu ministério pastoral, batismos, casamentos, suprindo a falta de clero local. No dia 26 de agosto de 1784 o capítulo provincial o destinou para o convento de Commercy onde permaneceu até 1787, ausentando-se por pequeno espaço e retornando até 1789, desenvolvendo pastoral ativa e auxiliando o clero.

F. Seabastião, a partir de 1789, encontra-se no convento de Epinal, margem esquerda do braço ocidental de Moselle, quando explodiu a revolução francesa com todas as conseqüências anti-religiosas e anti-eclesiásticas. Os comissários municipais entraram no convento para fazer inventário dos bens. Um ano após os móveis e roupas do convento foram vendidas, enquanto F. Sebastião, que recusara de jurar a constituição civil do clero, com uma pensão de 770 liras, após a expulsão dos freis do convento, foi enviado ao convento de Chatel-sur-Moselle, indicado pelo Conselho municipal como casa comum dos capuchinhos. Deste convento serão, em seguido, expulsos por não terem participado de uma procissão dirigida por um pároco que jurara pela Constituição civil do clero. Colocados na rua, os freis foram acolhidos e ajudados pelo povo. No dia 9 de novembro de 1793, F. Sebastião foi enviado à residência das irmãs terciárias em Nancy, que servia de prisão aos padres refratários. Era a resposta do Comitê de vigilância, ao qual o frei que se apresentara espontaneamente para pedir de ser enquadrado na lei que previa a prisão dos refratários.

No dia 26 de janeiro de 1794, a administração do distrito de Nancy veio verificar a situação dos presos, causa de prisão, idade, eventuais enfermidades. De. F. Sebastião foi anotado que era refratário e não tinha nenhuma doença, e por isso entrava na lista dos que seriam enviados para Rochefort. Partiram, de fato, no dia primeiro de abril seguinte, 48 entre padres e religiosos,e após um penoso trajeto, que durou quatro semanas, despojados de qualquer coisa que poderiam ter, chegaram a Rochefort no dia 28 de abril. Poucos dias após, embaraçados no navio negreiro dos Deux-associés, que já contava com 373 outros prisioneiros religiosos e transportados para as ilhas de Aix e de Oleron, onde atracou. Ao F. Sebastião surge uma visão desoladora: aquelas centenas de prisioneiros pálidos, barbas longas, vestes sujas, anunciavam uma prisão de moribundos. De fato, uma velha embarcação menor servia para recolher os doentes e infectados em estado terminal como num hospital, mas sem remédios e sem médicos, na expectativa de que a morte chegasse. E então, com uma espécie de maca levam os dez, doze cadáveres do dia paa serem sepultados na areia daquela praia.  Nosso navio estava cheio de padres e religiosos – anotou um supérstite - como um altar para o holocausto erguido à Providencia sobre as ondas do mar, pronto para a consumação perfeita do sacrifício.  Os corpos das vítimas, completamente despidos, como nos campos de concentração nazistas, eram levados para as areias da praia, e alguns prisioneiros ainda com alguma saúde deviam sepulta-los, sem poder fazer sequer uma prece ou elevar um canto qualquer ao céu.

Deus permitia esta cena quotidiana de tormento – escreve um outro sobrevivente - para aumentar o preço de nossos sofrimentos, doando-nos uma perfeição conformação ao seu divino Filho na paixão. Nada nos consolava em nossas aflições, nada nos fortificava em nossas provações a não ser o pensamento de Jesus que reina nos céus e está atento, do alto de seu trono, às nossas lutas, ele que primeiro de nós e por nós fora amarrado, flagelado, esbofeteado, cuspido, coroado de espinhos, vestido de louvo, experimentado o fel, pregado na cruz, insultado, e amaldiçoado pelos inimigos. Esta consideração espiritual do nosso Redentor fazia como que destilar como que uma doçura inefável em nossos corações. Sentíamo-nos felizes de termos sido escolhidos entre tantos para fazer esta via dolorosa e seguir nosso divino mestre. Sofríamos não são com paz, mas com gosto, e morríamos com alegria. Pensávamos que Jesus Cristo tinha querido, nos séculos diversos, que cada dogma da fé fosse conservado e também consolidado na sua Igreja por meio do sangue de um número de mártires mais ou menos grande, segundo a importância da verdade combatida. Pensávamos que era uma grande honra para nós sermos perseguidos e sacrificados para corroborar o ensinamento da autoridade espiritual e independente da autoridade do mundo, divinamente atribuída à Sé Apostólica e em geral a todo o episcopado.

Este testemunho precioso deixou também uma linda imagem do F. Sebastião, como uma flor especial de virtudes do ramalhete das flores perfumadas dos mártires. Eis suas palavras: O Senhor tinha manifestado a santidade de um outro dos seus servos, o F. Sebastião, capuchinho da casa de Nancy, vindo a morrer neste mesmo navio. Este religioso tinha entre nós uma singular veneração pela sua eminente piedade e virtudes e tocante devoção. Rezava continuamente, sobretudo na última doença. Numa manhã eu o vi de joelhos, braços abertos em forma de cruz, os olhos elevados ao céu, a boca aberta. Não se fez muita atenção, porque era seu jeito habitual de rezar assim, sobretudo na ultima doença. Passada meia hora, e começamos a ficar espantados de vê-lo perseverar naquela posição incômoda e de difícil permanência devido ao balanço do navio. Provavelmente em êxtase. Então nos aproximamos pra vê-lo de perto. Tocando em seu corpo e em suas mãos, percebemos que havia muito tempo que tinha entregue sua alma a Deus naquela posição. Não conseguimos nunca explicar-nos como um corpo tinha se conservado por tão longo tempo aquela posição orante,, apesar do movimento daquela embarcação.Imediatamente foram chamados os marinheiros. Estes, diante do que viam, não conseguiam esconder sua admiração e as lágrimas. Naquele momento a fé de alguns despertou, e um entre eles, descobrindo os braços, mostrou a cruz tatuada, e decididos a voltar para a fé que tinham abandonado.

Era o dia 10 de agosto de 1794. A recordação de F. Sebastião que ficou: um homem não só que rezava, mas sobretudo, transformado em oração, na vida e na morte.


Outros Santos

05/01: Beato Diogo José de Cádis
12/01: São Bernardo de Corleone
04/02: São José de Leonissa
21/04: São Conrado de Parzham
24/04: São Fidelis de Sigmaringa
30/04: Beato Bento de Urbino
08/05: Beato Jeremias de Valáquia
11/05: Santo Inácio de Láconi
12/05: São Leopoldo Mandic
18/05: São Félix de Cantalício
19/05: São Crispim de Viterbo
02/06: Beato Félix de Nicosia
08/06: Beato Nicolau de Gésturi
12/06: Beata Flórida Cévoli
16/06: Beato Aniceto Koplin
26/06: Beato André Jacinto Longhin
10/07: Santa Verônica Giuliani

21/07: São Lourenço de Brindes
27/07: Beata Maria Madalena Martinengo
28/07: Beata Maria Teresa Kowalska
07/08: Beatos Agatângelo e Cassiano
18/08: Mártires da Revolução Francesa
23/08: Beato Bernardo de Ofida
02/09: Beato Apolinário de Posat
19/09: São Francisco Maria de Camporosso
22/09: Santo Inácio de Santhià
23/09: São Pio de Pietrelcina
26/09: Beato Aurélio de Vinalesa
28/09: Beato Inocêncio de Berzo
12/10: São Serafim de Montegranaro
13/10: Beato Honorato Kozminski de Biala
31/10: Beato Ângelo de Acre
02/12: Beata Maria Ângela Astorch

 
 
 
 
 
 
 

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